Arquivo para Junho 20th, 2007

10º Dia – 26 de maio – O Cordeiro e o Leão

Pela manhã o vocal ensaiou em uma das salas do hotel. As harmonias estão lindas, diferentes. De lá fui dar uma entrevista no SBT, e mais tarde, falei com diversos repórteres de rádios e programas de TV.

 

Desde o almoço pude me alegrar pelas conversas que tive com o Gustavo, Ezenete e Sérgio. Particularmente, eu e meu esposo conversamos e oramos juntos, e recebi um bálsamo de cura em meu coração que estava ferido. A melhor coisa que existe é a transparência, a comunhão, o coração quebrantado. Quando ambos o têm, há harmonia, paz, unidade.

 

Saímos para a ministração às 16h. Me vesti de acordo com o que o Espírito colocou em meu coração. Um vestido de veludo azul que comprei há mais de 10 anos no Seminário em Dallas. Um cinto preto largo com “cara” de autoridade. Botas pretas, assim como na última viagem em Florianópolis, com essa mesma mensagem de força, poder, autoridade, e conforto necessário para pular e pisar com força, profeticamente, na cabeça do diabo. Meu cabelo, cacheado, restaurado como no princípio. Meus brincos comprados em Israel, e o anel com a pedra ametista que ganhei quando eu nasci. Olhei para mim mesma no espelho e vi uma guerreira.

 

Tivemos um tempo de oração precioso no camarim atrás do palco. Foi interessante o peso espiritual que queria vir sobre nós. Todos se levantaram e resistiram. E foi contagiante a alegria que nos encheu. Senti como se em meu corpo minhas forças estivessem sendo sugadas, sem forças para respirar fundo, muito menos cantar. Mas no meu coração havia confiança de que tudo iria se romper.

 

O CTM ministrou e foi muito bom. É tremendo para mim ver esta nova geração, em especial a Marine, em quem tenho acreditado e investido. Depois deles comecei, e instante após instante senti a direção do Espírito me guiando e dando as palavras certas, as melodias espontâneas, a unidade entre a equipe. Ainda que muitas vezes me esforçasse, rompendo pela fé, agindo com força, sentindo fraqueza.

 

As pessoas estavam totalmente abertas, sedentas, participando, cantando tudo. O evento foi no estacionamento da Uni Evangélica, que mais tarde fique sabendo que é ultra tradicional. Graças a Deus não me disseram isso antes, e não me intimidei em nada.

 

Quando a Helena ministrou “Lugares altos” trouxe uma palavra sobre Joás e Eliseu, e o episódio da “Flecha da vitória do Senhor”. Mal podia imaginar que o Senhor estava ministrando a intensidade e a fé no ato profético, que eu iria precisar mais à frente.

 

Houve um momento em que fez um “clique”. Uma mudança na atmosfera. Depois da música “Manancial” comecei a receber palavras proféticas em meu coração para liberar sobre as cidades de Goiás ali representadas. Foi muito forte. A música acompanhou. Nunca antes havia visto os músicos, especialmente o Bruno na bateria, e o teclado, que agora é tocado pelo Vinícius, com tanta unção, poder e unidade. Recebi a direção de palmas. A multidão ia junto comigo, quando de repente a Zê chegou perto de mim e disse que estava vendo o Leão, com os pés em fogo, ali no palco. O poder de Deus era palpável, e as palavras proféticas continuaram. Um cântico espontâneo sobre o Cordeiro e o Leão marcou para sempre a minha vida. E a unção de autoridade foi ministrada sobre nós, sobre a Igreja de Anápolis. De um estado de fraqueza, passamos à força. De intimidação à ousadia. Ao mesmo tempo em que nos levou a um refrigério e descanso que como ovelhas do Sumo Pastor podemos experimentar.

 

 

De repente, começamos a celebrar, mas foi diferente. Eu saltava e parecia que estava em um trampolim, uma cama elástica. Se antes pulava para romper, agora eu me sentia voando, pulando muito alto, minhas pernas esticadas iam alto, ao menos essa era a sensação, mas depois outras pessoas confirmaram. O vento nos meus cabelos e a sensação era de pulos muito altos. Eu sabia que algo diferente estava acontecendo. Quando pulei uma última vez, senti que era para me assentar. Não sabia se teria forças para me levantar outra vez. Foi quando senti o impulso, me agachei e comecei a andar como o Leão.

 

Pensamentos vieram à minha mente. Eu disse ao Senhor: “É… agora a minha reputação acabou. Agora vou ver quem vai ficar comigo”. Mas prossegui, consciente do que estava acontecendo, e senti a direção até mesmo de onde eu deveria ir.

 

Quando parei, não sabia como ou que fazer ao me levantar. Ainda no chão, me ergui de meio corpo e gritei: “Um brado de vitória ao Senhor”, (sem saber se alguém responderia), e o som foi poderoso. A música terminou grandiosamente. Era o Leão da Tribo de Judá.

 

Depois disso, sentada, cantei “Águas Purificadoras” e a Marine, representando a nova geração, continuou. Eu estava, e aliás, quase todos nós no palco, e muitos na multidão, prostrados diante do Senhor. Gustavo terminou orando com os novos convertidos, e compartilhando sobre o dia de Pentecostes, 27/05, que estava chegando.

 

No camarim, reuni o grupo e oramos, e rimos juntos, e cantamos “Ele é o Leão da Tribo de Judá”. Fui confortada pelo apoio dos meus irmãos.

 

Agora, dentro do avião, estou a caminho de BH. Reinard Bonnke está desde ontem de manhã ministrando na Lagoinha e na Praça da Estação. As notícias são de avivamento.

 

Tenho sede. Tenho me preparado e ansiado por este dia. Todos nós temos. Ora vem, Senhor Jesus.

 

Outra coisa que o Senhor me mostrou, mais uma vez, foi o valor da equipe que Ele me deu. Sexta-feira, na Igreja, não pude fazer muita coisa além de cantar. A unção e a técnica que Deus nos deu, e dá a qualquer um, está de acordo com o nível de alcance do ministério que Ele nos dá. Muitas vezes me senti cobrada por vozes que questionam nossa estrutura, mas para fazer o que fazemos, posso ver que essa estrutura vem de Deus. É a capacitação e a provisão dEle.

 

Lagoinha como um todo foi levantada para ser um referencial, inspiração. E as pessoas têm vindo. Me impressionei com o testemunho dos pastores desta igreja, que já foram 6 vezes ao nosso Congresso, sem perder um ano. Na verdade, não temos noção do que Deus tem realizado em nós e através de nós. Somos um espetáculo do Senhor, para mostrar aos outros o que Ele quer.

9º Dia – 25 de maio de 2007 (sexta) – Viagem para Goiânia

Viajamos pela manhã, eu, Gustavo, Ezenete e Tatiana, para Goiânia e Anápolis, onde ministramos à noite na Igreja Shalom, em uma reunião para pastores e líderes. Mandei uma mensagem para o grupo pedindo oração por esse ajuntamento com os pastores. Texto de Joel 1:13,14.

Foi um tempo precioso estar com os pastores desta igreja na hora do almoço. Deus trouxe à Ezenete uma palavra de ânimo e encorajamento. Eles choraram muito e testemunharam sobre como estavam precisando daquelas palavras.

Algo interessante também aconteceu comigo. Ainda no avião comentei com o Gustavo e com a Zê para orarmos em favor de uma viagem a Israel em setembro deste ano. Eu disse a eles como nossa agenda estava livre para irmos, pois todos os compromissos que anteriormente nos impediram foram mudados para outras datas. Então, vi em meu coração que é o propósito do Senhor nos levar lá novamente. Mas desta vez eu gostaria de levar o Gustavo e quem sabe o Isaque, além de algumas pessoas do grupo, que formássemos uma van ou microônibus, para além de ministrarmos lá, também passearmos pela Terra Santa.

Durante o transporte no carro do aeroporto para o almoço, o pastor compartilhou seu testemunho de cura, e sobre como o mesmo Anjo lhe apareceu em Jerusalém. Meu coração se alegrou e falamos sobre nosso amor por aquele lugar tão especial, que chamaríamos de nossa casa também.

Quando fui para o hotel compartilhei essas coisas com o Gustavo (que, por estar em jejum completo não foi almoçar – eu entreguei meu jejum lá). Ele, como de costume, disse alguma coisa que me soou resistente a Israel. Ele percebeu minha tristeza e logo refez sua fala, dizendo que se o Senhor tiver algo a lhe ensinar que ele não sabe ainda sobre Israel, Jerusalém e os judeus, que ele quer aprender. E quando eu menos poderia imaginar, ele começou a orar estas coisas, e pediu perdão por sua resistência e se abriu para receber revelação de Deus sobre esse assunto. Eu me emocionei. Fiquei maravilhada. Juntei-me a ele para pedir ao Senhor que nos leve a Israel, em setembro deste ano. Na manhã seguinte ele mesmo me mostrou uma mensagem no celular que chegou acerca da reunião na Lagoinha com o Bonke, e que dizia:

“Até ver Jerualém por louvor” Is. 62. Estou com grande expectativa do que Deus irá fazer. Sei que tudo se alinhará ao propósito do Senhor, todas as agendas, as finanças e as pessoas.

Ezenete nessa tarde teve uma visão de um leão que me acompanhava. Eu já tenho recebido revelação em meu coração sobre isso. Até já disse ao Sérgio que falta uma canção para o CD de julho, e creio que será sobre o Leão da Tribo de Judá, o seu rugido, sua autoridade. E também sobre o Cordeiro. Jesus – o Cordeiro e o Leão. Lembro-me também da visão que o Juninho teve na nossa última ministração em Brasília, em que 12 príncipes do Exército do Senhor chegavam até nós no palco, com 12 leões brancos, com cordas de ouro. Imponentes, majestosos. Em outras ocasiões em minha vida também tive a impressão no espírito da presença do Leão de Judá. Ela traz temor, reverência, majestade, poder, autoridade. Ele é silencioso, e só de andar em nosso meio traz mudança na atmosfera espiritual e libertação em nossos corações. A visão da Ezenete me encorajou, e todo temor foi embora.   O culto à noite foi bom. Desde o carro falamos uns aos outros que deveríamos ministrar pela fé, independente do que nossos olhos vissem ou sentíssemos com nossos sentidos naturais. Cantei com a equipe da igreja local. Senti muita dificuldade e logo passei para o Gustavo que pregou em Hb 12:1-3. Ezenete orou no fim. Havia muito peso e angústia no meu coração. Um cansaço, sono, desânimo, que identificamos como peso espiritual da região. Impus as mãos sobre uma jovem com angústia profunda no coração. Ela foi livre e restaurada para casa. É sobre isso, essa fraqueza, que o Senhor vai ministrar amanhã. É isso que sinto. 

8º Dia – 24 de maio de 2007 (quinta-feira)

Sinto-me muito abatida. Gustavo está em um retiro espiritual desde o dia 17, em jejum total (bebendo apenas água), juntamente com outros pastores, na Estância Paraíso. Sinto-me só, e meu corpo está fraco de gripe. Há más notícias chegando, outras boas também. Estou fragilizada, mas sinto que é um preço a pagar. Me lembro da moça que encontrei sábado pela manhã no shopping, que disse ter sonhado duas vezes comigo na semana passada. Eu ministrava na igreja e a Helena entrava com uma caixa cheia de coroas de espinho. Eu colocava e todos também, e o sangue escorria. Ela acordou assustada, e com a mão na testa. Creio que é porque o preço precisa ser pago. E esse ainda não é de morte, mas é uma pequena morte. 

A mensagem para o grupo hoje foi sobre a unidade. Precisamos vigiar, pois Sambalate e Tobias tentaram trazer desunião aos reformadores, “raposas destruirão o muro”, eles diziam. Que o Senhor nos ajude, a começar em mim, em minha casa.  

O Isaque está dormindo tranqüilo. Obrigada, Senhor. Sinto a paz resultado das orações dos intercessores a esse favor.

Hoje, dia em que comecei este diário espiritual.

6º Dia – 22 de maio de 2007 (terça) – Deus move!

Ontem à noite, antes de dormir, o Sérgio me ligou para dizer que um grupo de americanos estava aí querendo se encontrar conosco na terça pela manhã e apresentar o serviço que oferecem às igrejas e autores de canções de louvor em 22 países. Eu tenho aula no CTM, mas liguei para a Grazi me substituir no culto, e eu cheguei a tempo para aula às 10h35. Foi uma aula maravilhosa.

  

O café da manhã com os irmãos foi muito bom. O Sr, dono da CCLI me transmitiu seriedade e pureza em seu olhar. Steve McFeison, da Hillsong, veio da Austrália e respaldava a CCLI. Ele me disse que o DVD Esperança que demos a ele na última vez em que esteve aqui, o abençoou muito, e ele passou parte do DVD na Conferência de Louvor deles. Disse também que a Darlene ama a cópia que ele deu a ela e mostra para várias pessoas. Isso confirma o que uma das americanas que esteve lá em casa disse na semana passada, que no Workshop dado pelo Steve no Congresso da Hillsong ele falou sobre mim.

  

Depois de nos despedirmos, um senhor me encontrou no hall do hotel. Era americano também, e eu não sabia que trabalhava com a CCLI. Ele estava emocionado de falar comigo, pois seu irmão é um pastor de Sacramento, Califórnia, e esteve com o Gustavo, meu esposo, no CTM, e vai receber nove pessoas para estudar lá esse ano. A conexão foi poderosa. E ele me levou a um outro senhor, que é o dono da Thank You Music, no UK, e que tem um trabalho missionário maravilhoso na Amazônia. Muito interessante, não é? O mesmo coração missionário em uma gravadora. Compartilhei sobre o que fazemos na Índia, e também a experiência que o histórico nos contou sobre os Yahoos na Floresta Amazônica, que ouviam nosso CD!

  

No CTM fui ainda mais encorajada com a experiência que os alunos que vão fazer o prático no Rio tiveram ontem. Eles estavam enfrentando desânimo, mas quando a líder compartilhou em uma reunião rotineira acerca dos 52 dias, eles começaram a orar fervorosamente e a receber palavras de Deus.

  

Isaías 60:18 foi a mais marcante para mim, principalmente porque eu havia lido durante a aula, e se encaixa perfeitamente à situação do Rio. Eu sei de cor:

  “Nunca mais se ouvirá de violência na tua terra, mas aos teus muros chamarás salvação, e às tuas portas, louvor.”                                                                                                        Isaías 60:18 

Notícias do Rio: o Júnior recebeu uma estratégia de Deus, de procurar os superiores e inferiores do Comandante. Ele ficou cercado, pois todos o apoiaram. Quando o Júnior chegou para se encontrar com ele, já haviam telefonado e transmitido o apoio. O apoio verbal dele já nos foi dado, mas aguardamos por um documento oficial. Ficamos feliz por ver que o Senhor mais uma vez foi fiel e inclinou o coração desse comandante. No ensaio de sexta passada, quando o Júnior nos ligou, começamos a lembrar, pelo Espírito Santo, de várias intervenções de Deus a nosso favor. Por exemplo, em SP, um dos integrantes do DT que articulou a arrecadação de alimentos (o Adriano), tinha dificuldades com um alto oficial, que não queria receber as doações que foram arrecadas (elas chegaram a 32 toneladas! E cada alimento iria acompanhado de uma mensagem evangelística). O Senhor, em pouco tempo, transformou a situação, e aquele homem perdeu seu posto. Em seu lugar assumiu um oficial que era inferior, mas que estava ajudando o Adriano com todo o processo.  

Deus move quem Ele quer. Nos lembramos do outro evento que será realizado no mesmo dia… Se ele for um impedimento, Deus o removerá, assim como quem estiver envolvido nele. Que o Senhor tenha misericórdia…

  Tivemos ensaio de base e vocal. Foi muito bom, mas terminamos cansados. Senti um stress no pessoal. Precisamos vigiar a unidade. Aprendemos a bossa “Rio de Janeiro”. Pela primeira vez o Isaque veio ao ensaio após o término do culto com o tio Dedé. Só queria os microfones! Subiu ao púlpito pela segunda vez espontaneamente! 

5º Dia – 21 de maio de 2007 (Segunda) – Um sinal de Deus

Ministrei no culto das 8h na empresa e compartilhei, a pedido do Roney, sobre o texto e a “coincidência” dos 52 dias. Tivemos um tempo tremendo de oração e engajamento enquanto orávamos em pequenos grupos. Após o culto o Thiago Espíndola se aproximou de mim com os olhos marejados, e sugeriu a idéia desse diário dos 52 dias. Bateu forte em meu coração. Quando comecei a escrever (na verdade hoje é quarta-feira, e estou atualizando os dias anteriores à compra deste caderninho) começou a soprar um vento muito forte e a chuva caiu em enxurrada, como há muitos dias e semanas não caía. Sinal de Deus para mim.

  

Tivemos nossa reunião de oração com os valentes, os gerentes de departamento do DT. Eu, Sérgio, Roney, Ciro, Alexandre, Marco, o Júnior estava no Rio, e o André Espíndola não pôde ir. Estas reuniões têm sido tremendas, e inclusive ouvi os testemunhos sobre o resultado que tivemos da semana passada para cá, quando oramos profetizando “Que se abram as portas do mercado”, “que se abram as portas das nações”, “que se abram!…”

  Algumas grandes redes de lojas nos procuraram, abrindo as portas para nossos produtos. Sobrenatural! E o cliente que nos devia há mais de um ano, uma grande quantia de dinheiro, nos procurou para nos pagar! Aleluia! Que se abram! A Ezenete havia chegado no final daquela reunião, e foi um repleplé só! Poder espiritual! Quando saímos de lá oramos na obra do nosso estúdio e fomos gravar os overdubs da minha voz do CD dos 10 anos DT, do evento realizado em SP. E foi lá, à tarde, que o Espírito Santo abriu a ferida e as promessas e os sonhos sobre as nações. Ah!  Eu que cheguei cansada e desanimada, me esforçando para resistir e profetizar, fui renovada poderosamente à medida que ministrava aos meus irmãos na empresa. A mensagem para o telefone do grupo foi ler Neemias inteiro e orar pelo Júnior no Rio.

4º Dia – 20 de maio de 2007 (Domingo) – Corpo de Cristo

Ministramos o louvor na igreja, e pela primeira vez cantamos “Espírito de Vida”. Foi poderoso. Senti minhas forças sugadas, mas pude perceber que é porque a luta está interna. A igreja recebeu. Gravamos o louvor em CD e já vou passar para o meu primo André e a Carla prepararem a coreografia. Tive a revelação desta dança há seis anos, junto com a composição desta canção, que só agora será gravada. Ela voltou ao meu coração na véspera do Congresso de Louvor deste ano, quando a Naná esteve com outros intercessores aqui em casa, e ela teve uma visão de dois fios que se entrelaçavam e se tornavam um só. É a mensagem da canção, e agora temos as pessoas, o casal, que pode dançar como eu via em meu coração. Chegou o tempo.

  

Durante o ensaio na sexta-feira, tive também uma revelação da conexão entre esta e a música anterior do CD, “Corpo de Cristo”. É o texto de Ezequiel 37. quando ele profetiza ao vale de ossos secos. É o Corpo de Cristo, separado, sem vida, sendo ajuntado, e recebendo um novo fôlego de vida, e sendo levantado como um poderoso exército que se move como se fosse um só homem valente de guerra.

  

O livro “Avivamento em Glória”, de Ruth Heflin, está ministrando muito aos nossos corações. Profetizar aos ossos sequíssimos! Ao Rio de Janeiro! “À Igreja dividida, que se ajunte! Sinto que Deus vai fazer muito mais do que eu possa imaginar naquele dia.

  Ana Paula

3º Dia – 19 de maio (sábado) – 52 dias!

(Nasceu Samuel, filho de Juninho e Fernanda, que não podiam ter filhos!). 

Enviei mensagens ao grupo para lermos alguns textos do capítulo 4 de Neemias. Eu mesma li e continuei até o sexto capítulo, onde está descrito o término da construção dos muros.  Já era quase meia noite, e não resisti: tive que escrever novamente devido ao assombro que tomou conta de mim enquanto lia. Diz o capítulo 6 que em 52 dias o povo completou a obra da reconstrução. Me deu vontade de contar no calendário quantos dias temos de 17 de maio a 07 de julho. Mal pude acreditar quando contei 52 dias!

Estou agora, mais do que nunca, convicta de que Deus quer que profetizemos no Rio no dia 7/7/7.  A mensagem que enviei foi assim: “O inimigo diz Neemias 4:1,2. Mas nós temos ânimos v.6, e fazemos assim v.9, 13, 15-23″. E contei sobre os 52 dias, Neemias 6:15. Todos fomos encorajados, e creio que algo acontecerá em um só dia, o dia 7, como foi com o nascimento do Estado de Israel, e como o temem nossos inimigos.

Ana Paula

1º Dia – 17 de maio de 2007 (Quinta) – O início do jejum.

Hoje, iniciamos um jejum de consagração das nossas vidas. Estaremos, como grupo, nos revezando, cada um jejuando de 6 em 6hs, cobrindo o dia de 6 da manhã até a meia noite. Estamos unidos à Igreja do Senhor Jesus em mais de 220 nações, nestes 10 dias que antecedem o Dia Global de Oração, o Domingo de Pentecostes, 27 de maio. O texto para a nossa meditação é Joel 2.12-32. Estarei enviando mensagens para os telefones de todos com as orientações de cada dia. Procuraremos ligar uns para os outros afim de orarmos, como que em uma corrida de bastão.

  

Os preparativos para o CD 10 estão a todo vapor, as lutas são grandes, mas a paz de Deus, que excede o entendimento, tem nos guardado. Além de ataques na preparação do CD, pessoalmente estamos fragilizados. Ontem foi meu aniversário. Sepultei meu querido tio Marcos. Minha mãe está muito doente. Ela luta contra a diabetes há 23 anos. O médico do meu pai me chamou e disse que ele precisa parar um pouco para prevenir algo pior. Isaque não dorme bem há dias. Em meio a isso tudo, sinto o sustento do Senhor no mais profundo do meu coração. Suas promessas liberadas a mim sobre as nações têm voltado a pulsar.

  

Tivemos célula hoje e um grupo de americanos esteve aqui conosco. Adoramos a Deus em várias línguas. Ganhei uma serenata dos alunos do CTM, muitos presentes e palavras carinhosas. Mas o que mais me tocou foi um CD que o Denis Jernigan mandou para mim e chegou agora. É Deus ministrando a mim sobre as nações. De madrugada compus duas canções em inglês. O Senhor me disse que preciso profetizar meu ministério em inglês, antes que ele rompa. “I have a song” e “Faithful”.

  

Hoje começou no Rio de Janeiro, o 1º Seminário de Intercessão a favor do levantamento de Exército para a gravação.

  

Estive orando com a Bel Coimbra e ela me passou o texto de Neemias 4. Entendi que era o texto para todos nós meditarmos. Passei uma mensagem para o grupo. À noite tivemos ensaio da base e do vocal. Ensaiamos “Amado Salvador”, “Espírito de Vida” (que é a canção que Deus deu a mim a ao Elias, cada um no seu canto!), “Tudo é Teu”, e ficou maravilhoso. Foi quando o Júnior ligou do Rio no celular do Sérgio para dizer que a única autorização que nos faltava, a da Polícia Militar, nos foi negada. O argumento é que o outro evento (que o inimigo arrumou para nos afrontar) em Copacabana, demandará todo o efetivo da cidade. Oramos liderados pela Soraya, e dissemos ao Senhor que se for da vontade dEle mudaremos a data, mas se for obra maligna para nos impedir, não aceitamos mais ameaças.

  

Logo depois continuamos o ensaio e era a vez de cantarmos “Tudo é teu”. Foi poderoso. Meu coração se encheu de convicção, mais uma vez, de que quem vai recuar não somos nós. Foi a impressão geral que encheu a sala de ensaio, e combinamos que não iríamos compartilhar com outras pessoas sobre isso, mas seria algo para o grupo orar e só abrir a boca para falar em concordância com essa palavra.

  

Eu me lembrei do momento em que a Iana e a Tati me contaram que o outro evento estaria acontecendo em Copacabana. Uma paz tomou conta do meu coração, mas ao chegar em casa fiquei cheia de indignação. Afinal, não pudemos fazer a gravação dia 14/07, como de costume, por causa do PAN. Fomos para o dia 7/7/7 sem perceber o profético. Foi Deus quem nos deu essa data. Conseguimos todas as autorizações da Prefeitura, do COB, do Governo do Estado. Nos deram a Praia de Ipanema porque Copacabana estaria ocupada com a montagem de 2 arenas para o PAN. Quando eu soube de Ipanema confesso que o meu coração se entristeceu, mas nem orei sobre isso. Descansei no Senhor.

  

Alguns dias depois o governador, de próprio punho, escreve um documento alterando a cessão da praia para o Flamengo. Ele ficou constrangidíssimo e muito sem graça em nos informar que aconteceria outro show em Copacabana, e Ipanema é muito perto.

  

Fiquei feliz com Flamengo. Não é por acaso que todas as vezes que fomos ao Rio nos hospedamos no Flamengo (a não ser da vez em que nos hospedamos no quartel em Rocha Miranda e os pernilongos nos marcaram para sempre!). Creio que aquela terra já é nossa. Nós pisamos ali várias vezes. Sei que a mídia, os recursos deste mundo estão a favor do outro evento, mas agindo o Senhor, quem impedirá? A sensação que me veio é que o inimigo não quer simplesmente nos mudar de data, mas nos aniquilar por completo.

  

Na madrugada de 2 para 3 de maio, por volta da meia noite até 1h20 da manhã, compus duas canções de proclamação da nossa vitória. Foi na tarde anterior que fiquei sabendo do outro evento. Coloquei no papel minha resistência às suas afrontas, e a Palavra de Deus em Romanos 16:19. Que sejamos puros e excelentes no que é bom. Mantenhamos nossa postura inegociável, e em breve o Deus da Paz esmagará a Satanás debaixo dos nossos pés, amém.

  

Os nomes das músicas são “Mais que vencedor” e “Romanos 16:19″.

  

(E olha que só começamos o jejum!)

Ana Paula