Arquivo para Junho 29th, 2007

44º Dia – 29 de junho – Vamos a Apoteose, em nome do Senhor!

Senhor, mesmo depois de orar, em concordância com meus irmãos que também pararam e junto comigo jejuaram nesta manhã; depois de proclamar tantas palavras maravilhosas que me deste ao próprio coração e através de irmãos do DT, intercessores e até pessoas desconhecidas; mesmo sentindo Teu poder em direção enquanto oramos, juntos e a sós, quando teremos as palavras em nossas bocas, nos dando autoridade e ousadia, enchendo-nos de convicção e forças para não recuar diante das afrontas; mesmo com tudo isso, paro agora diante de Ti em fraqueza. Sinto-me sugada. A vontade é chorar. Não copiosamente, mas os olhos ficam marejados. Venho para a ilha no lago.

 

Ouve, Senhor, as palavras de afronta, as ameaças, as propostas. Querem nos fazer desistir. Querem nos atrasar a ponto de não termos mais tempo suficiente para montarmos o palco e inviabilizar o evento. Deus! Querem nos oferecer outro lugar, já que a data nos liberaram depois de resistirmos firmemente. Deus! Eles não têm argumentos humanos para essa resistência à Tua vontade. Vê, Senhor! Tu, mais do que nós mesmos, saber o porquê. Porque não querem que este ajuntamento do Teu povo aconteça. Por que o inimigo luta para que a Tua igreja não se una em prol deste evento? Por que causa tanta divisão e desperta os interesses políticos, egoístas, de líderes de denominações? Será que eles não vêem que nos sacrificamos para fazer este evento ali, quando seria mais fácil nem sequer nos importarmos com o Rio de Janeiro? Não, Senhor, eles não sabem. Não, Senhor, eles não vêem.

 

Mas Tu, Senhor, sabes e vês. Não fomos nós que escolhemos essa missão, mas Tu mesmo fostes quem nos chamastes e preparastes e enviastes. Não vamos por nós mesmos. Aliás, como Moisés ensinou, clamamos: “Não nos faça subir deste lugar se a Tua presença não for comigo”. Sem Ti seremos envergonhados, derrotados, mas é a Tua glória, Senhor, que está no jogo. Não apenas diante dos homens envolvidos nesta luta, mas diante de mim e de cada um do grupo que tão intensamente cremos e nos lançamos nas Tuas Palavras e Promessas.

 

Sei que é uma expressão de dúvida, é algo que não vou permitir em meus lábios e em meu coração. Só quero registrar aqui, ó Deus, que se tudo falhar, vou continuar te amando, honrando adorando, mas não sei como me recuperaria de tamanha decepção. Como creria novamente, acima da minha mediocridade e limite humano? Como acreditaria outra vez no impossível? E assim, minha vida seria tão infeliz, pois ouvir e crer em Tuas promessas, e esperar em Ti, participar da Tua obra, testemunhar os Teus milagres, é a minha alegria.

 

Senhor, meus inimigos se levantam contra mim. Sei que não são carnais. E mesmo o homem que resiste é inclinado por Ti. Assim como endureceste o coração de Faraó, até aqui tens feito que a autorização não nos seja dada e fixada. Mas hoje, ó Deus, espero pelo teu “basta”. Assim como este 10º CD vem com a marca do Teu “basta”, que ecoe nos céus a tua voz: “Deixa meu povo ir!!!”. Pois seremos libertos do Egito para te prestar culto, para sacrificar ao Senhor, como temiam Tobias, Sambalate, e disseste através de Moisés. E assim como Faraó negociava, voltava atrás, temos sido segurados, retidos. Mas Teu “basta” está chegando. E a Tua Glória será revelada em Faraó na sua aniquilação. E teu povo no Rio de Janeiro será livre para avançar e conquistar a Terra que mana leite e mel. Ah! Senhor! Quantas promessas! Quantas Palavras! Apresento diante do Senhor as “cartas” de afronta e ameaças, e calo meu coração na Tua presença. Espero em Ti, para que eu não seja envergonhada. Espero em Ti, Senhor, para que eu nunca mais volte para a caverna de onde me tirastes com Tua mão poderosa.

 

Diante do que não compreendo, do incompreensível, é melhor me calar. Acabo de falar com a Zê ao telefone. Nem a reunião houve com o prefeito. Ele não quer o evento no Rio. Nem no Flamengo nem em lugar nenhum. A hipótese de tentarmos outro lugar surgiu. Não quero me sentir derrotada, mas por que, Senhor? Por que nos deixas assim confundidos? Não fomos nós que procuramos esse lugar, queres outro? Por que não nos mostrar antes? Me calo para não pecar contra Ti. Me calo porque sou pó e Tu és Deus. E os homens estão em Tuas mãos, ainda que agora, eles pareçam mais fortes e maiores que Tu. Ao menos diante do que acreditamos que tivéssemos ouvido de Ti. Ajuda-me.

 

Gustavo me consola. Choro com ele copiosamente. Falo. Questiono. Agora me calarei. Lemos o salmo 57. Ele conta os versos. Parece uma ironia, pois é Palavra de vitória, e é o texto que recebi no meu chamado. É exatamente o que se passa comigo agora, hoje mesmo.

 

Voltei da Estância para casa. Sem palavras, muitas lágrimas, mas o coração aquietado. Meu pai me ligou, o Sérgio, e chegamos a uma porta aberta. A Apoteose. Passei uma mensagem para o grupo: “Daniel 3:16-18…responderam ao Rei: Ó Nabucodonosor, não precisamos defender-nos diante de ti. Se formos atirados na fornalha em chamas, o Deus a quem prestamos culto pode livrar-nos, e Ele nos livrará das Tuas mãos, ó rei. Mas, se Ele não nos livrar, saiba, ó rei, que não prestaremos culto aos teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que mandaste erguer”. Leia também Hb 11:32-39a. Muitos  escaparam ao fio da espada, mas alguns não! Como ver triunfo nosso? Mas são todos colocados na mesma galeria, a dos Heróis da Fé. Há muitas coisas que não entendo, mas ficou decidido hoje que não vamos gravar na Praia do Flamengo. Se continuássemos insistindo não teríamos tempo para montar o palco. A porta que se abriu foi a da Apoteose, que também é especial por ser o lugar do Carnaval. Por que não nos revelou isso antes, eu não sei. Oramos para que Deus console e fale aos nossos corações. Apesar de qualquer coisa, não vamos nos calar. Adoraremos ainda que nos acabe a própria vida, pois não há outro Deus ou Salvador. A guerra pelo Brasil passa por nós, mas não acaba em nós, não acaba aqui. Tudo isto está sendo somado na História que Deus escreve. Ainda que tenhamos que ir orar, e chorar, e profetizar no Flamengo depois do evento, faremos isso, conforme o Senhor nos ordenou. Calemos nosso corações.  Glória. Ana”

 

Depois disto recebi várias mensagens e telefonemas de membros do grupo. A reação deles me ajudou muito. Dispostos a lutar seja em qual for o lugar, entendendo que foi o Senhor quem nos enviou. Obrigada, Deus, pelo ânimo que me trouxeste nesta última hora. Volto a respirar normalmente, a enxergar a luz. A nuvem se moveu, é o que estou vendo, e eu só quero ir onde Ele for, onde Sua glória se manifestar.

 

Daqui a alguns minutos o vocal chegará aqui em casa para ensaiarmos. Depois, nos reuniremos com todas as nossas famílias em célula, aqui mesmo em minha casa. Será importantíssimo. A batalha maior, como posso ver, é a que passa em nosso coração.

 

Obrigada, Senhor, pela Tua misericórdia, que compreende nossa limitação. Obrigada por abrir um novo horizonte diante de mim. Obrigada.

 

Apoteose, lá vamos nós, no poder do Senhor.

 

Ps: A última mensagem que mandei para o grupo foi: “Louvo a Deus pela reação de vocês, amados e valorosos companheiros deste batalhão dos exércitos do Senhor. Obrigada pelas palavras de consolo e ânimo, e é isso aí, vamos adorar e liberar o que Deus nos entregou, onde quer que seja. Ele nos mudou de lugar, de posição, de posto, quantas vezes forem, que nos encontre disponíveis, prontos para lutar, sem questionamentos. Ele é Deus, o nosso General, e nos O obedecemos. A porta que Ele abriu ninguém fecha. A que Ele fecha, ninguém abre. Ao que tudo indica, a nuvem se moveu para a Apoteose, ainda que os anjos tenham descido até a Praia e aguardam a nossa chegada lá. Não entendemos o porquê dessa mudança agora, mas queremos ir aonde a glória está. Abraços, Ana”.

43º Dia – 28 de junho (quinta) – Mais afrontas!

Amanheci na Estância e estou em um lugar reservado, buscando ao Senhor, na pequena ilha no meio do lago. Já tive um tempo precioso de oração, de proclamação da Palavra, e enviei aos meus irmãos mensagens com os textos para estarmos unidos. Lemos Isaías 35,36, texto que Deus sempre usa nas maiores guerras que enfrento. Salmos 21:8-13 e Salmo 25, enviados pelo Robinho (que tem um testemunho de transformação pelo arrependimento que veio sobre ele no nosso último congresso! Ele está há mais de 20 anos servindo ao Senhor, e agora, tem conhecido profundamente a Deus! Aleluia). Também enviei uma mensagem pedindo ao Sérgio que nossa empresa, que é do Senhor, assim como as filiais, parem 3 vezes ao dia, todos juntos como já fazemos às segundas-feiras de manhã e outras 2 vezes nos departamentos, até o dia da gravação, para orarmos pelo Rio, voltados para a cidade, de acordo com Daniel 6:10,11. Vários outros irmãos têm me escrito mensagens com palavras de encorajamento. 

Esqueci de mencionar que ontem eu, o Gustavo e o Isaque visitamos o Jhonny e a Andréia, Nena e Caio. Foi ótimo. E enquanto eu estava lá a Zê me ligou do Rio. Disse que as portas parecem que vão se abrir e de repente tudo se fecha, escurece. É uma guerra travada nas regiões celestiais. Por causa do vai e vem do homem que liberará definitivamente, até mesmo políticos não cristãos se reuniram em nosso favor. Mas, como o Senhor me mostrou em Ezequiel 28, o próprio Satanás, e também o governante, Rei de Tiro, não ficaram impunes, não podem contra o único Deus. Quem é o homem ou qualquer outra criatura para se ensoberbecer? Só Ele é Deus. Ele pode nos arrancar e lançar fora. Orei por misericórdia do Senhor para com este homem.

Pelo telefone a Zê me disse que a Lourdes, intercessora, convocou um jejum nesta quinta-feira. Todos da intercessão e do DT, unidos, baseados em Neemias 3.  Aceitei e mandei a mensagem para o grupo. É maravilhoso estar aqui agora, unidos em oração concordando e esperando no Senhor junto com meus irmãos.


II Crônicas 32:7,8 –palavra que acabo de receber da minha sogra! Além disso, quero comentar de um texto que um irmão de Lagoinha me escreveu me encorajando. A linguagem, tão profética, falou ao meu coração, como se fosse a minha língua. Neemias. Eu sou uma Neemias, reparadora de brechas, restauradora de veredas para que o país se torne habitável. Palavras antigas dadas a mim que o Senhor trouxe à tona para me confirmar. Lembro-me que quando fui para o seminário, no culto de despedida da IBL, o Juninho me disse que eu voltaria como Neemias. Na época, eu não tinha idéia do que isso significava.
 Acabei de ter uma experiência maravilhosa. Primeiro, enquanto eu lia o livro “Avivamento em Glória”, Deus me deu uma canção de adoração, que hoje à noite vou levar para o Sérgio. Espero que testifique e que entre no lugar de Amado Salvador neste CD.
Depois, alguns dos meus parentes chegaram: avós, e a Tia Nózinha (Eufrásia). Eu pude ter comunhão com eles e entrei para o quarto a fim de orar com ela. Deus me respondeu tudo o que eu precisava! Intercedemos pelo Rio e as palavras e visões foram de vitória, mas principalmente cautela, mansidão, calar. Testificou com o que recebi hoje de manhã enquanto orava Isaias 35:21. Vou passar pra Zê e o Júnior esta palavra e instrução.

Mas o mais marcante foi a resposta quanto ao ato profético que estava sentindo. Ela não sabia o que era, mas orando ela disse que Senhor me conhece, mas os homens não. Ele vê o meu desejo de servi-lo , de glorificá-lo, de dar a Ele o meu tudo, mas os homens não veriam o meu gesto como um ato de humilhação. Isso não glorificaria o Senhor. Ele me disse que ainda não é tempo. Estou tão feliz! Esta Palavra calou em meu coração poderosamente. Creio que ouvi o que precisava, foi vivo, foi revelado ao meu coração, estou aquietada, sem temor, sem dúvida. Obrigada, meu Pai! Não fiquei confundida.

Quanto ao Gustavo, a Palavra para ele foi de paz, de não ficar perturbado. Vou correndo agora contar a ele da resposta que recebi, e creio que isto será alívio e quietude para o seu coração. Quanto à reforma da nossa casa e a ida para a casa dos meus pais, o Senhor confirmou. Há unidade no coração e na confissão, e assim a ira de Deus não será sobre nós. Essa luta vai passar. Vamos louvar.


Liguei pro Sérgio para compartilhar essas bênçãos e a minha alegria. Também falei com a Zê. Foi muito bom. Não tenho palavras suficientes para agradecer pela equipe de valentes que Deus forjou para a guerra, cada vez maior, que enfrentamos. Obrigada, Jesus.

A Zê disse que hoje foi o pior dia até agora. Não nos deixaram montar o palco. Ela estava na praia de 3º para 4º, à noite. Esta noite, de 4º para 5º, fizeram tantos trabalhos de macumbaria, que não tem 1 árvore sem despachos ali no aterro, perto da área do palco. Cercaram o lugar. Ainda assim, confiamos no Senhor.  Ela está “plantada” na prefeitura o dia inteiro. Só sairá dali depois das 18hs. Disse que nunca viu tantos gatos, de verdade, e não demônios. Em todos os andares. Eu amo gatos, mas sei que em algumas situações eles significam opressão, bruxaria. Há um ídolo enorme no prédio. Ela se encontrou com o secretário do governo. Ele está nos apoiando e juntamente com o Albertassi está trabalhando nos documentos. Ele disse a ela que o evento vai acontecer sim. A Zê teve ousadia e disse que ela não foi ali pedir nada a ele, mas sim agradecer e abençoar a vida dele. E pediu que, se ele puder, dissesse ao prefeito que não só ela, mas um grupo de pessoas de BH está orando por ele. Não precisávamos ir ao Rio. É mais que uma gravação. Vamos ali para profetizar a Paz, a benção para aquela cidade. O local dos ensaios do coral mudou. São afrontas do inferno. Queriam cobrar 30 mil reais de nós quando perceberam o que íamos fazer. Mas Deus proveu outro lugar. É um armazém de um antigo supermercado. Algumas pessoas estão reclamando, mas a Zê foi e viu, e há vários meios de transporte público para lá. Será maravilhoso. Um mutirão da igreja fará a limpeza.

Vou para o ensaio. O Júnior ligou do Rio dizendo que em uma sessão na Câmara todos votaram a favor, e ainda assim o prefeito negou o evento. Amanhã, às 09:00h, o deputado Albertassi, se encontrará com ele a portas fechadas. Já nos autorizou o dia 7. Agora parece que quer nos oferecer outro lugar. Já levaram o André. É para ver o monumento dos Pracinhas. Parece Faraó negociando quem e o que iria prestar culto. Oraremos e jejuaremos todos amanhã pela manhã. 

42º Dia – 27 de junho (quarta)

Hoje não consegui parar para orar, e meu coração anseia por este tempo. Planejamos ir para a Estância jejuar e orar, eu e o Gustavo. O Jorjão deve ir também. Levarei o Isaque e a Quequel, presente de Deus para mim, que cuida dele com tanto carinho, e lá também poderemos estar com minha mãe e a Tia Rô, que chegou de Curitiba para nos ajudar. Aguardo ansiosamente por conseguir parar aos pés do Senhor. Não apenas por causa das lutas no Rio, mas para buscar direção para o fluir das canções, das ministrações, do ato profético, a unção, a intimidade com Ele principalmente. Saudades.  

Pude conversar com o Gustavo sobre o ato profético e sobre o que precisamos para entender a confirmação de Deus. Em poucas palavras, só é preciso saber se é uma ordem do Senhor. Sendo assim, vamos obedecer. Não há argumentos, explicações ou justificativas. Posso até encontrar alguns significados e mensagens, mas o que me basta é a ordem dEle. O Gustavo me pediu para sondar o coração, para ver se a motivação seria de chamar glória para mim mesma, com ele sempre faz e deve me confrontar.  

À noite, na Estância, tive a alegria de me encontrar com o Pr. Cirilo e a Dalila, que têm ido sempre visitar a minha mãe. Eles oraram, levaram a Palavra, e fomos muito abençoados. Pude compartilhar com ele sobre o Rio e pedir conselho. Ele me encorajou a ser obediente. É melhor errar por fazer do que por ser covarde, não agir. Ser submissa, mas fazê-lo saber que a decisão está nas mãos dEle se eu vou ou não obedecer ao Senhor. Se formos, vamos juntos diante do Senhor. Quanto às afrontas, como ele mesmo disse, eu devo apresentá-las como as cartas de Ezequias diante do Senhor. Elas não são contra mim, mas contra o próprio Deus.  

Nesta tarde fui à casa de vídeo e assisti o documentário dos 10 anos do DT. Vou precisar mexer em algumas coisas, mas vão ter que esperar voltar da gravação, pois preciso parar e me concentrar. Já está lindo, principalmente a parte da Índia. O depoimento das meninas são muito fortes.  Só que não quero que eu apareça, como se fosse a minha história. Desejo que o Senhor seja realmente glorificado, e que todos os valentes sejam honrados. Amém.  

Estou maravilhada com as mensagens que o pessoal do grupo tem escrito. Eles também estão, como guerreiros, recebendo a Palavra do Senhor e se posicionando em oração. Aleluia! Unidade!

41º Dia – 26 de junho (terça) – Doadora!

Hoje pela manhã pude me aquietar em casa e até curtir o Isaque. Saí e o deixei com a vovó Stela e mais tarde me encontraria com eles na bisa Karina. Elas estão comemorando os 30 anos de uma reunião de oração que acontece todas as terças-feiras. Tremendo! Hoje são quase todas velhinhas que permaneceram fiéis!

 

Fui fazer minha unha e de lá fui direto para a Rede Super gravar algo muito especial. Agora sou uma doadora voluntária de medula óssea. Interessante que no caminho para lá a pequena Amanda me ligou de Curitiba, com boas notícias de que terá alta amanhã, já está comendo, sem feridas, e sua imunidade aumentou. Crêem que nem precisará mais de transplante, pois a leucemia saiu de sua medula! Aleluia! Até os cabelos estão começando a crescer de novo! Ela cantou para mim: “Muito obrigado! É importante saber agradecer…” E combinamos que eu vou comemorar lá com eles quando a cura se completar. Mari e o Felippe se emocionaram comigo no carro ouvindo a vozinha dela. Eles também doaram, e meu pai também. João e Helena, e outros também se cadastraram.

 

Lá na TV me encontrei com a Ju Leão. Até a achei bonita com a cabeça raspada (ela raspou há algum tempo por causa da Amanda, como um ato de solidariedade. Ela se manterá assim até que a Amanda seja totalmente curada ou que o Senhor a leve)! Tive uma vontade tão grande de ser livre como ela, ousada como ela, e de experimentar a unção que ela tem. Perguntei a ela como foi a oposição das pessoas. Ela disse que só um homem, um pastor, ligou na TV dizendo que ela é endemoniada. No mais, há uma identificação tremenda, e uma atração aos doentes e aos que sofrem, que é maravilhosa.

 

Chorei enquanto doava meu sangue. Me emocionei de pensar que eu estava agindo da maneira cristã, doando. A dor da agulha era tão pequena, mas tão angustiante. Jesus foi o maior doador. Ele deu Sua vida, Seu corpo. A angústia da espera pela picadinha era grande. A possibilidade de ser chamada para doar se eu for compatível, um procedimento bastante doloroso, simples, mas desconfortável, 2 dias de internação, anestesia geral ou peridural, enfim, tudo isso me fez sentir um pouquinho mais o tamanho do amor de Cristo por nós. Pensei nos mártires cristãos, que até hoje existem entre as nações, e que se entregam pela fé. Foi muito forte a sensação.

 

De lá fui à Bisa com meu pai, que me levou, e depois o Gu me deixou na Igreja para o ensaio. Foi mais uma vez muito bom estar com meus irmãos. Às 22 horas paramos e assim como no início do ensaio levantamos um clamor pela situação do Rio que está nas mãos do Senhor. Esta noite começamos a descarregar os equipamentos na praia. Mandei mensagens ao grupo ao longo do dia sobre o que está se passando lá:

“O prefeito do Rio tem autorizado e embargado o evento por diversas vezes, voltando atrás em sua palavra. Descobrimos que os bruxos do Rio fizeram um pacto no dia 6/6/6 lá no Flamengo. Eles já nos ofereceram o dia 8, mas querem que retrocedamos quanto ao dia 7. Oremos, pois vamos descarregar e começar a montagem mesmo sem a publicação no Diário Oficial, e até a Polícia Federal estará lá durante a noite nos dando cobertura. Oremos pelo Júnior, Zê e André Espindola, na frente de batalha lá no Rio (a Zê veio em casa, BH, rapidamente e voltou ao Rio. Glória a Deus pelo Marcão, seu esposo, que a enviou). Cantemos: ‘Em Jesus sou mais que vencedor!’, Ana”

 

A Marina me escreveu confirmando algumas informações que recebemos que as praias do Rio são todas consagradas a satanás. Mas como ela me disse, o dia da libertação será o dia 7! Aleluia! O pai dela que tem influência, se dispôs a ir ajudar. Mas ainda, temos outros irmãos, como a vereadora Márcia, o Dep. Albertassi, e até mesmo não cristãos, que tomaram esta causa para si. Estamos orando e crendo na vitória. Meu coração não se abalou em nenhum momento. Não temo e não tenho dúvidas de que estaremos ali. Aleluia!

 

A Mari fechou o figurino dos homens. As camisas da orquestra estão lindas, o Leão nas costas, o “Príncipe da Paz”, de vermelho na frente.

40º Dia – 25 de junho (segunda)

Hoje saí cedo para dirigir o culto na empresa. Recebi, ainda no caminho, uma mensagem do Johnny, que me edificou: “Ana, tudo o que Deus colocar em teu coração para fazer, faça sem medo da crítica de ‘MICAL’, pois é diante do Deus que te escolheu que você se humilha. Perante Ele devemos ser como DAVI, e todos que te desprezarem, Deus os tornará ESTÉREIS! Vai nessa tua força. O Senhor é contigo! II Samuel 6.13-25”.

 

Meu interior estava se revolvendo. Orava em línguas do Espírito. Ao sair de casa coloquei, depois de muito tempo, o anel que o Gustavo me deu no dia da gravação do “Preciso de Ti”. Ao iniciarmos o culto, enquanto orava, senti que era para cantarmos esta canção. A atmosfera estava cheia da presença de Deus. Compartilhei sobre o que tenho vivido, e perguntado a mim mesma. “Onde será que perdi o Senhor, o teu mover? O que eu deixei que estancasse o Rio de Deus? Alguma decepção? Dor? A tristeza, o deserto do avivamento que parou?” Mas o Senhor tem reavivado meu coração e despertado um desejo por Ele e por Seu derramar como há muito tempo eu não vivia. Sede e fome. Coragem para romper. Ainda que me custe.

 

Lembrei-me de uma conversa que tive com a Nívea no começo do ano. Ela me contou que havia visto um DVD do Congresso do DT em que o Pr. Cirilo ministrou. Ela me perguntou onde estava aquela Ana livre – Eu confesso que fiquei com raiva. Não queria admitir que eu não era mais livre como antes. Eu disse a ela que considerava algumas coisas muito mais importantes que o “mover”. Como o caráter, a perseverança. Eu disse que vivemos um derramar de Deus muito grande há alguns anos, mas que depois que ele secou, a tristeza era de morte, de deserto, e que às vezes, meu desejo era de nunca tê-lo experimentado, para não sofrer como sofri quando acabou.

 

É engraçado montar as peças e perceber quantas coisas foram acontecendo, se ajuntando, a ponto de hoje eu me ver tão disposta, desejosa, ansiando por uma gota que seja de Sua glória. Encorajei meus irmãos no culto a se darem ao Senhor sem medo, mais uma vez a saírem da caixinha, do formato, do lugar de conforto, e se renderem ao Espírito Santo outra vez. Até mesmo aqueles que, como eu, já vivenciaram outras visitações, e secaram, que possamos ser Josués e Calebes, que não morreremos no deserto, mas entraremos na Terra das Promessas.

 

Depois tivemos nossa reunião de oração com a gerência. Foi poderoso. Intercedemos pelos desafios do Rio. Profetizamos. Colocamos o DT, nossas vidas, à disposição do Senhor. Intercedemos e derramamos lágrimas por nossa Igreja, Lagoinha.

 

Me reuni com o Sérgio até de tarde e pude encorajá-lo em algumas direções que Deus tem me dado e que preciso dele, com coragem, para assumirmos a luta.

 

Editei com o Thiago Espindola o DVD dos 10 anos DT, mudando algumas poucas imagens que não haviam me agradado. Faltava fôlego de tanta emoção, gratidão, diante de algo tão lindo que foi aquela gravação. Muita unção, muita glória do Senhor. Conversamos também sobre extras do Rio. Não consegui falar com a Zê agora à noite ao chegar em casa. Continuarei em oração pelas boas notícias que espero receber lá do Rio.

 

Isaque agora está se rendendo ao sono. Gustavo já dorme e eu, espero em poucos minutos, poder descansar também.

 

Obrigada, Senhor, pelo dia tão intenso e cheio da tua glória que vivi hoje. Restaura minhas forças, meu vigor, e confirma as obras das minhas mãos, como diz a tua Palavra. Te amo. Salmo 90:17

39º Dia – 24 de junho (domingo) – Uma maravilhosa conversa

Hoje de manhã cedo preparei a lista de cânticos e fomos para a Igreja. O Isaque, como sempre, animadíssimo para cantar com seu microfonezinho! Ao chegarmos lá, ele queria tocar a “Bite”, ou bateria! Foi uma reunião abençoada, mas confesso que fiquei confusa se eram minhas emoções, meu corpo físico, ou opressão, mas me senti esgotada. Parecia que durante o louvor eu carregava um peso nas costas. Pedi perdão ao Senhor no término do culto, chorando, se falhei em ser mais sensível, em obedecer em algum momento a Sua direção. Até meu pai, que pregou, senti que estava com dificuldades de entregar a mensagem. Mesmo assim houve muitas conversões.

 

Mas eu tenho sede da glória de Deus, de um abraço do Espírito Santo, de um toque em meu coração que me quebrante, me mude, me desperte, me levante, me faça ousar. Saudades de Sua Santa presença. Mas o Gustavo, enquanto eu chorava e orávamos juntos no fim do culto, leu o Salmo 20.7 para mim. Eu já conhecia o verso, mas não havia reparado no final. “Uns confiam em carros, outros em cavalos; nós, porém, nos gloriaremos em nome do Senhor, nosso Deus. Eles se curvam e caem; nós porém, nos levantamos e nos mantemos de pé.”.

 

Descansei um pouco depois do almoço com meus sogros e a bisa Karina, e foi essencial. Fomos a mais um niver de criança! Das gêmeas Ivy e Iasmin, da família Coimbra. De lá fui para ministrar no culto das 18 horas, e pedi ao Senhor que fosse diferente, que eu tivesse uma nova chance. E foi muito melhor, mais livre, e até meu pai pregou diferente, falou outras coisas, com fluência no Espírito.

 

Houve um momento em que a glória me envolveu. Eu quase caí pra traz. Me lembrei de algumas descrições no livro sobre a manifestação da glória de Deus. Eu ali, no meu cantinho, em uma hora improvável, hora do apelo, experimentando a deliciosa glória de Deus me envolvendo.

 

Outra coisa que me aconteceu hoje e que me fez tremer o coração: uma criança carequinha, com leucemia, aguardando por doação de medula para transplante, o Cauê, de 3 aninhos, foi me dar um abraço no começo e no fim do culto. Senhor, tu estás falando comigo.

 

Está tarde. Vou dormir. Peço a Deus nesta semana que me leve onde Ele está. Junto às pessoas. Junto aos que sofrem. E que nos dê vitória lá no Rio. Amém.

 

Não fui dormir, apesar de cansada. O Gustavo está escrevendo um texto, que o Senhor colocou em seu coração, acerca do Leão, do que aconteceu em Anápolis. Isso faz parte de uma grande obra que Deus está fazendo. Eu não pedi. O Senhor o moveu. Esta semana, pelo telefone, ele me disse que precisamos nos importar com a Igreja do Senhor, não a instituição, mas o Remanescente. Se fizermos algo, na direção do Senhor que trará ofensa, será à instituição e sua religiosidade. O que não queremos é ferir o Remanescente. Este deve sempre ser edificado. Mas o outro precisa mesmo é ser destruído.

 

Fiquei maravilhada com essa conversa. Não decidimos sobre o ato profético, mas é importante para mim seu apoio na busca do que o Espírito Santo quer de mim, de nós, e que sejamos livres e ousados Nele. Sem temer os homens.

 

Obrigada, meu Deus! Amém.

Salmo 21.8, 11-13.

 

PS: Para minha surpresa, quando fechei o diário e o Gustavo ia ler o texto para mim, às 23h20, o telefone tocou. Era do Rio, e eu atendi. Fernanda Brum, minha amiga, ligou para me encorajar acerca do vídeo do Leão que ela havia assistido. E também para contar como o diário ministrou ao coração dela. Pudemos compartilhar algumas lutas, pedradas que recebemos ao longo da caminhada tentando obedecer a Deus e Seu mover pelo Espírito. Eu mal podia acreditar e ela disse coisas muito fortes:

 

“Ana, muitas pessoas estão ofendidas porque o ídolo que elas tinham em você caiu. O ídolo que elas mesmas construíram e que um dia destruirão com suas próprias mãos, Deus mesmo destruiu. Você caiu no conceito de pessoas, Ana. Mas a glória de Deus se manifestou”.

 

Fui dormir com um fogo reacendido em mim para obedecer a Deus, e fazer Sua vontade.

 

38º Dia – 23 de junho (sábado) – Reconciliação

Hoje me levanto já desafiada por um telefonema do meu pai. Bem cedo ele me pediu para ligar para minha tia Rosângela, que está em Curitiba, pedindo que ela venha nos ajudar a fazer companhia para minha mãe. Nós trabalhamos muito e para ela não é bom ficar só. Foi difícil pedir que ela viesse e deixasse a Gi, as netinhas, mas o próprio Senhor preparou tudo. O Espírito Santo já tinha falado com ela sobre isso. Aliás, todas as vezes que alguém da família adoeceu, inclusive minha mãe, quando passou 35 dias internada, 5 vezes foi para o CTI, há 14 anos atrás, foi minha tia Rô quem mais ficou com ela.

 

Passei com o Gustavo e o Isaque de carrinho, ao redor da Lagoa da Pampulha. Pude me encontrar com um ex-colega de Fafich, que estudou comigo enquanto eu fiz Direito, e ele Filosofia. Ele hoje está desviado, mas pudemos conversar e o Gustavo marcou de se assentar com ele. Foi um encontro marcado pelo Senhor, pois o Gustavo ama filosofia e pôde falar no nível dele. Depois almocei com meu pai e curti o Isaque o dia inteiro. Fomos a um aniversário à noite, da pequena Alice, sobrinha do Gustavo, e eu pude cantar “Vem de Ti, Senhor” e “Te agradeço”, depois de seu pai, o Betinho, testemunhar a todos a angústia e o livramento de morte que tivemos, pois a Alice nasceu com alguns tumores. Ela está curada. Aleluia!

 

Outro fato importante que eu queria registrar aqui e que tem a ver com o CD “Príncipe da Paz” é que o Senhor me falou há algum tempo que não seria uma ministração simplesmente (como se fosse simples!) para a nação, mas Ele iria tocar nossas vidas, nossos relacionamentos, trazendo paz e reconciliação. Provérbios me veio ao coração e vi isso na vida da Zê nos últimos anos, quando diz que ao homem que teme ao Senhor, Ele reconcilia com este homem os seus inimigos.

 

Perguntei ao Senhor se era para eu procurar pessoas que eu sabia que poderiam estar magoadas comigo, ou mesmo aquelas que eu, se as encontrasse, não saberia como agir. Como não tenho ninguém que eu ativamente feri e precise pedir perdão, mas sim, resquícios de situações que foram resolvidas, mas as pessoas não gostaram do resultado, senti que não era para procurá-las, mas esperar em Deus pelas oportunidades. No livro que estamos lendo, “Avivamento em Glória”, há um capítulo sobre isso, unidade, perdão, liberar palavras de bênçãos, etc. E estou citando isso aqui porque na festinha da Alice, me encontrei com alguns irmãos que geraram em mim um desconforto. Eu disse ao Gustavo que pude perceber que tenho mágoa deles. A mim não me fizeram mal, mas sim, e muito, aos meus pais, há mais de 20 anos atrás. Como Deus falou comigo! Então me aproximei, e fiz questão de me assentar e conversar com eles. Ainda não cheguei à liberdade total, mas caminhei.

 

Da mesma maneira, me lembrei de uma oportunidade que Deus me deu de encontrar e estar com pessoas que marcaram minha adolescência. Era um outro aniversário de criança! Aliás, minha geração agora é de pais e mães! Enfim, pude rever pessoas que me feriram, causaram sentimentos negativos de rejeição, exclusão, etc. Mas foi bom, porque o Espírito Santo mexeu em feridas que às vezes pensamos já estarem saradas até revermos as pessoas. Tenho aprendido a orar, abençoar e liberar palavras de prosperidade sobre meus “inimigos”.

 

Mandei uma mensagem para o grupo hoje cedo. Dizia assim: “Olá a todos, recebi e repasso a vocês. Tenho vivido exatamente isso. Que este fim de semana aqui e lá no Rio seja de vitória em nome de Jesus. “Deus nos leva a vencer nossos próprios ursos e o falso leão que tenta nos amedrontar e enganar, para que possamos estar preparados, treinados, conhecendo a força potencializada que vem Dele, para vencermos lá na frente o Golias que assola a nação! Que sua força seja renovada em glória”. Abraços, Ana.

37º Dia – 22 de junho (sexta)

Hoje pela manhã pude ter um tempo precioso de oração e leitura da Palavra. Pude iniciar o cumprimento de uma nova estratégia. Estaremos cobrindo o dia de oração, e posicionamento na brecha diante de nós no muro, assim como descrito em Neemias 3.13 e 7.3. O DT é responsável pelo horário de 7h30 às 11h30, e os ministérios de Intercessão da IBL, dirigidos pela Zê e pelo Pr. Ronaldo, assumiram os outros dois turnos.

 

Depois eu e o Gustavo nos reunimos com minha amiga, Luciana, que comandará a reforma de nossa casa. É interessante ver que as coisas deslancham quando é o tempo de Deus, pois há mais de um mês tentamos nos encontrar para ver o projeto e não conseguíamos. Foi bom também ter podido parar e passar um tempo precioso com essa minha amiga, conversando feito gente. Meu ritmo está desacelerando, e sinto Deus me dando oportunidades de estar com as pessoas. É muito bom!

 

À tardinha saí com o Gustavo para comprar presentes para o Isaque. Tudo começou com a necessidade de ir ao centro da cidade trocar um tênis que acende luzes nos pés que o Isaque ganhou e estava com defeito. Daí aproveitamos e compramos uma flauta, uma gaita, e uma mini bateria, que ele já havia tocado e sonhamos em adquirir uma. Ele se assentou no banquinho, bateu as baquetas com força nos tambores e grituou: Aleluia!!! Não resistimos e decidimos dar uma para ele. Deve chegar sexta-feira que vem lá em casa.

 

À noite fiz uma visita especial. Fui com o Isaque, a Aninha e a Shô visitar o bebê Samuel, filho do Juninho e da Fernanda. Eles não podiam ter filhos. Desde o namoro o Juninho explicou sobre sua infertilidade para os pais da Fernanda, e eles creram e esperaram no Senhor. Veio o milagre, e interessante é que o projeto infantil desse ano é sobre Samuel. Um sinal.

 

Notícias do Rio: Hoje à noite começa o Seminário de Intercessão. Além de levantar o exército ali, restaurando vidas, a Zê irá à Praia com vários intercessores ungir a areia, o local da gravação.

 

O Júnior ainda está lá, sem poder vir embora, enquanto lutamos pela documentação necessária para a gravação acontecer. Saiu no Diário Oficial que nosso evento foi embargado. Graças a Deus conseguimos que voltassem atrás, mas agora, precisamos esperar até segunda-feira, quando o prefeito assinará novamente e o Diário Oficial publicará a autorização. Só então o palco poderá ter iniciada sua montagem. Já atrasamos três dias. O caminhão já tinha saído de SP e teve que voltar atrás. É uma afronta, mas a Zê ficara na segunda no Rio para estar com o Júnior pessoalmente nesta peleja.

36º Dia – 21 de junho (quinta) – Demonstrando amor

Bem cedo meu pai me perguntou se eu poderia ir ao médico com ele e a mamãe. Foi interessante que eu, em poucos segundos, pensei no que agradaria mais a Deus, se era eu ficar em oração lá na Estância, ou ir com eles ao médico. Logo concluí que era uma oportunidade que Deus estava me dando de amar. E isso agrada mais a Deus. Demonstrar o meu amor por eles, pelas pessoas. Disse ao papai que iria com eles.

 

Foi então que aconteceu algo terrível. Eu disse algo para o Gustavo, e ele não me respondeu como eu gostaria. Ele falou e eu não entendi, fiquei triste e irritada com ele. Discutimos, mas, tristes um com o outro e com a situação, choramos e oramos, até vir um quebrantamento em nossos corações e nos consertamos um com o outro.

 

Mesmo com o pedido de perdão, fiquei muito abatida. Ele também. Como ele mesmo disse, parece que Deus permite que passemos por situações assim para nos mostrar que ainda estamos no raso, e há águas muito mais profundas do que as que já alcançamos. Somos pó. Terrivelmente perdidos em nós mesmos. Precisamos e dependemos da graça e misericórdia. Lm 3.22.

 

Além disso, uma situação surgiu com relação a uma decisão que eu precisaria tomar. Fiquei angustiada. Liguei para a Zê e para o Sérgio e pedi conselho. Eu estava irada com uns irmãos e precisava decidir se faria algo, ou relevaria o que eles fizeram, se deixaria para mudar as coisas na próxima gravação, e não nesta, para não criar mais atrito. Graças a Deus, à tardinha, eu já tinha esfriado a cabeça e segui o conselho de relevar tudo. São coisas que não posso expor aqui, mas vou anotar em outro lugar para não esquecer de mudar depois desta gravação. É impressionante como me esqueço das coisas e passo pelos mesmos desgastes, com as mesmas pessoas.

 

Enfim, fui orar e ler a Palavra, e uns irmãos que estavam retirados com o Gustavo lá na Estância oravam por mim. Eu só sabia chorar, e me sentia extremamente enfraquecida. Consegui, depois de um tempo, abrir a minha boca e orar abençoando os preparativos para a gravação. Coloquei diante do Senhor, de maneira especial, a vida do Júnior, que está no Rio precisando muito das nossas orações para que os documentos sejam assinados. Oramos pelo André, pela montagem da infra-estrutura. Tudo aguarda as liberações no papel.

 

Recebi encorajamento pelas declarações do João Osmar, que enquanto orávamos, dizia: “O Senhor nunca perde uma batalha”, e do Jorjão, que leu I Reis 20.13. Depois li todo o capítulo e fui tremendamente abençoada! Recebemos afrontas como as que Acabe recebia dos 32 reis, somos em menor número, com dois rebanhos de cabra diante de uma multidão dos Sírios, mas vamos segunda a Palavra do Senhor que nos foi liberada, e Deus mesmo pelejará por nós, Seus jovens, Seus pequeninos, os menores do Seu povo. E Ele é Deus que vence nos altos montes e na planície também. É preciso obedecer totalmente a ordem do Senhor. Não negociar como Acabe fez, aliançando-se com Bene-Hadade ao invés de matá-lo. Não se deixar seduzir por suas propostas de paz. E como o profeta que agiu loucamente, pedindo para ser esmurrado, levar a mensagem do Senhor. O que não obedeceu e não quis esmurrá-lo, foi comido por um leão.

 

No médico com meus pais tive a oportunidade de amá-los, e decidimos que vou me mudar para a casa deles depois da gravação do CD, para estarmos mais juntos e ajudar neste tempo. Gustavo já havia conversado sobre isso comigo e nos dispomos. Pude ver a alegria nos olhos dos meus pais. Vou aproveitar e, como pretexto de tudo, faremos uma reforma lá em casa. É um imóvel antigo e aos poucos temos quebrado o velho e edificado o novo. Creio que é profético. Vamos ver a provisão de Deus para isso também.

 

À noite tive ensaio. A música “Cordeiro e Leão” está linda. Forte. Oramos todos juntos e foi poderoso. A Soraya falou e me edificou muito. Antes de dormir o versículo que tirei da caixinha de promessa foi SL 32.1. Eu sorri. Era tudo o que eu precisava.

“Como é feliz o homem que tem suas desobediências perdoadas e seus pecados cobertos” E este foi o Salmo, que, quando me converti de verdade, tive experiência de arrependimento de pecados, eu decorei todinho.

35º Dia – 20 de junho de 2007 (quarta) – Encorajamento!

Nesta manhã recebi uma mensagem tão linda, escrita e enviada pela Rita, trompista do DT. Eu a encaminhei ao grupo, pois me fez lembrar de uma Palavra do Senhor de que todos, e não apenas eu ou alguns que sempre se destacaram, serviriam o Pão. Já há algum tempo temos visto o Senhor nos trazer unidade, ousadia a cada um, um entendimento de que não podemos nos esconder atrás do microfone ou instrumento, mas temos que ser ativos, co-participantes no que Deus está fazendo. O Salmo 110 fala da vitória do Senhor Jesus, e marcou minha vida desde o tempo do Seminário no CFNI, pois um professor de Libertação, Carol Thompson, muito querido, e que tinha sido missionário no Brasil, o recitava de cor. Ao ler a mensagem da Rita, o versículo 3 me saltou ao coração: “O teu povo se apresentará voluntariamente no dia do Teu poder; com santos ornamentos, como orvalho emergindo da aurora, serão os teus jovens”. Ela escreveu: “Ana, Deus está fazendo com que o véu seja retirado e com que a cegueira caia por terra. Ele está removendo a crosta que encobre o nosso coração, que se forma com os cuidados dessa vida, para que experimentemos Sua glória numa nova forma. Ana, é o noooovoooo!!! E eu quero mergulhar nessas águas e na Glória do Senhor. Estamos obedecendo. Amém, amém e amém. Rita”.

 

Uau! Como é maravilhoso viver este tempo! Apesar de lutas por todos os lados, a Palavra é viva e nos salta aos olhos! Ela fala conosco! Sentimos união, poder, autoridade espiritual, convicção do chamado, da vontade, da direção de Deus para nós e seguimos adiante com ousadia!

 

Hoje pela manhã e à tarde finalizei alguns trabalhos em casa, no computador, e fui no fim do dia para a Estância me encontrar com o Gustavo, que estava lá desde ontem em jejum e oração.

 

Pude também estar com meus pais ali, com o Isaque, e a noite foi tranqüila. Meu coração se alegra de poder parar, diminuir o ritmo de trabalho antes da gravação a fim de poder me dedicar mais à busca do Senhor e de sua direção. De maneira especial, nesse dia que terei na Estância amanhã, desejo, eu e o Gustavo, ouvir Deus com relação ao ato profético que tenho gerado.

 

Antes de dormir assistimos ao DVD da gravação de SP, comemorativa pelos 10 anos do Diante do Trono – Tempo de Festa. Foi muito edificante para mim, pois a unção, a presença do Senhor, as lembranças, falaram profundamente ao meu coração. Meu pai amou! Mamãe também, mas o Isaque chamava muito sua atenção. Lembrei-me de como cheguei ali e de como sai. De desencorajada e sem visão de futuro, à encorajada e pronta a seguir adiante. Esta gravação foi um divisor de águas. Bom demais!

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